terça-feira, 15 de outubro de 2013

Palavra


Quando ela surge
Vem como um rompante litero-filosófico
Cadente em um céu de palavras soltas
Anônima.
Única em todo o pensar e sentir
Matriz de tudo que é vida ao redor


domingo, 13 de outubro de 2013

Dona Lilico

(À minha saudosa avó)

O amor exala!
Tem aroma de biscoito de polvilho
Feito em fogão a lenha
Pelas mãos de Lilico


Tem lugar sob os olhinhos atentos
Que nos ensinam com seus passos
Histórias e lutas
E o carinho dos pequenos gestos


Ermelinda sempre linda
Em alma e zelo
É hoje santa
Convocada por Deus
Fazendo seus bolinhos
Com suas mãos calosas
Para os anjos do céu

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Poemas já esquecidos em meu computador parte III


(In)sanidade

Enjaulados em nós mesmos
Nos descobrimos entre loucos
Versos poucos
Palavra proibida
Que chega bandida
Bate fraca de porta em porta
A santa não se importa
Reza, passe, ande
E, de repente, o crime perfeito
Os olhos da santa se cegam
Os nossos se abrem
Pela loucura e o “heal”
Por nós mesmos
Por símbolos grafados em papel rascunho
Nos deparamos conjugados
Pronomes
Pré-nomes
Eu e ele
Nós

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Poemas já esquecidos em meu computador parte II

Carne


Corpo instigante
Beleza de Eros
Retalhos austeros
Em sintonia veronil

Visto e não visto
Entremeado e misto
De ardor e traquejo
Atraindo olhar e desejo

Face contracta
Sorriso latente
Boca saliente
A carne esculpida
Pele curtida
Onde curtem um mar de sonhos
Risonhos
Vagando a tarde vaga

Poemas já esquecidos em meu computador

Oliva
(Dedicado á Bruno Oliveira)

Entre palavras fartas
Usadas sem saber,
Reparo termos,
Retalho frases,
Custuro o que é essência.
Da cautela e razão.
Findo rindo,
Concluindo toda exaltação:
- O prazer foi meu, paixão!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sophos

Sinto a dor se esvaindo pela carne exposta, pelo sangue que escorre, lentamente, através da pele pálida, antes amarela, mas agora descorada pela alma turva. Junto ao sangue auto-proclamado, ela se dissipa aos poucos, a cada gota que emana do ferimento cravado pelo tempo e agora expresso nos membros... inferiores. Inferiores como aquele que os porta. Quem dera, entao, fosse a aorta ou, quem sabe, a jugular. Se o sangue, agora vagaroso, pudesse jorrar ou até mesmo esguichar como um Tarantino, talvez a mazela do peito, em que não há remédio ou cura conhecida, jorrasse no mesmo compasso e se dissipasse em um ato.

Na carne, se expõe a alma. Na alma exposta, se esconde o que não é belo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Muda

Hoje me veio a vontade de escrever. É quase como uma necessidade. Mas as palavras fugiram sorrateiramente. Estou muda perante o papel.................................................................................!!!!