Sinto a dor se esvaindo pela carne exposta, pelo sangue que escorre, lentamente, através da pele pálida, antes amarela, mas agora descorada pela alma turva. Junto ao sangue auto-proclamado, ela se dissipa aos poucos, a cada gota que emana do ferimento cravado pelo tempo e agora expresso nos membros... inferiores. Inferiores como aquele que os porta. Quem dera, entao, fosse a aorta ou, quem sabe, a jugular. Se o sangue, agora vagaroso, pudesse jorrar ou até mesmo esguichar como um Tarantino, talvez a mazela do peito, em que não há remédio ou cura conhecida, jorrasse no mesmo compasso e se dissipasse em um ato.
Na carne, se expõe a alma. Na alma exposta, se esconde o que não é belo.