quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sophia Lee

Hoje estou pensando em Rita. Cabelos vermelhos, peitos pequenos não siliconados, rebeldia incessante. Mulher ora sol, ora lua, e entremeios fera, bicho, grito, canto. Pede desculpas pelo Auê, seus nervos não são de aço... (Acho até que são de papel, rasgados, surrados, rasurados....)

Rita Sophia Lee Helena Jones Camargos e Carvalho....

Nossa, de repente me vi misturada! Uma mistura de tanto e de nada, um vazio que não sei explicar. Necessidade de me misturar, preencher, rechear. Rechear um quadro pálido de finas bordas e tinta esmiuçada. Rechear o que não se vê ou se toca, aquilo que só eu mesma, raramente, encontro.

Rita, minha querida, onde estão meus cabelos rubros? Meu grito está tão mudo e minha rebeldia está se domando. Mas meu peito ainda é pequeno e o interior tão vasto. Há ainda muito o que preencher, vazios errádicos que restaram do tempo. Ritinha, ritinha, meu mundo agora são pílulas de bem-estar...


Pássaro levantou vôo
Saiu rasante pelos jardins de margarida
Bem - te- vi, Arara Azul
Pássaro borboleta
Metamórfico...
Transeunte...
Guiado pelos medos
Trilhado pelo desejo
          (da felicidade)
Voa, andorinha, voa
Plana suas asas vistosas pelo vento que te guia
Descobre seu caminho
Que seu canto não é mais solidão
Se ajusta à medida...
...tamanho exato do amor em seu coração!

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